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    21 März

    Semana de TEcnologia FATEC SP

    III Semana de Tecnologia e Meio Ambiente

    No período de 23 a 27 de março de 2009 será realizada a 3a Semana de Tecnologia e Meio Ambiente.

    O evento será realizado pelo Departamento de Hidráulica e Saneamento, com a colaboração da Diretoria da FATEC-SP.

    Maiores informações podem ser obtidas no Departamento de Hidráulica e Saneamento.

    Palestras
    • Dia 23 de março – 19h00 > Áreas de risco geológico/geotécnico – Exemplificando Santa Catarina Palestrante: Eng. Marcelo Gramani Local: Auditório - ETEC SP

    • Dia 23 de março – 20h30 > Manejo de águas pluviais em áreas urbanas Palestrante: Eng.. Liliane Armelin – POLI USP Local: Auditório - ETEC SP

    • Dia 24 de março – 19h00 > A importância econômica e estratégica das obras de dragagem no Brasil Palestrante: Prof. Me. Josué Souza de Góis – FATEC SP Local: Auditório - ETEC SP

    • Dia 24 de março – 20h30 > Aquífero Guarani Palestrante: - Prof. Dr. Haroldo Campos – DAEE Ribeirão Preto Local: Auditório - ETEC SP

    • Dia 25 de março – 19h00 > Um olhar técnico sobre urbanização de favelas Palestrante: Profa. Me. Júlia Strazdas Local: Auditório - ETEC SP

    • Dia 25 de março – 20h30 > Proteção de Mananciais Palestrante: Mônica Pilz Borba – ONG 5 elementos Local: Auditório - ETEC SP

    • Dia 26 de março – 19h00 > Tubos de Ferro Fundido Dúctil para Adução de Água e Efluentes Palestrante: Eng. Marcus Vinicius Canellas – Saint Gobain Local: Auditório – ETEC SP

    • Dia 26 de março – 20h30 > Concessão de serviços públicos – desafios e tendências Palestrante: Eduardo José Bernini Local: Auditório – ETEC SP

    • Dia 27 de março – 19h00 > Ações ambientais no meio comercial Palestrante: Regiane Rodrigues Local: Auditório - ETEC SP

    • Dia 27 de março – 20h30 > Desenvolvimento Sustentável: caminhos trilhados e perspectivas futuras Palestrante: Prof. Me. Alexandre Martinelli Local: Auditório - ETEC SP


    Mini Curso

    • Dias 23 e 24 de março – 19h00 > “Noções Básicas de Projetos Industriais” Professor Célio Carlos Zattoni Local: Bloco A - Sala 53 A
    02 März

    ASON PRORROGADO


    PROCESSO SELETIVO ASON 2009/2010
     
    Destina-se a habilitar o aluno, com nível superior e graduação plena em áreas de interesse, para exercer as funções inerentes ao 2º Oficial de Náutica da Marinha Mercante. Acompanhe aqui as etapas do Processo Seletivo (arquivos em formato PDF). Leia o Edital e as Normas ao Candidato antes de realizar a sua inscrição.
    ATENÇÃO: novo período de inscrição
    02 de fevereiro a 20 de março de 2009
    .
     

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    País produz 18 bilhões de sacolas plásticas

    O Brasil produziu cerca de 18 bilhões de sacolas plásticas em 2007, a maioria fabricada com polietileno - produto derivado do petróleo que demora aproximadamente 500 anos para se decompor. Mais de 1 bilhão de sacolas são distribuídas todo mês pelos supermercados; 80% delas viram sacos de lixo doméstico e vão parar em aterros sanitários. Para tentar minimizar esse impacto, têm surgido no mercado campanhas com o objetivo de reduzir o uso das sacolas de plástico ou substituí-las por material oxibiodegradável, biodegradável e até retornável.

    Não há, no entanto, consenso entre especialistas e pesquisadores sobre qual seria a melhor solução, seja por falta de estudos científicos conclusivos ou pela concorrência da indústria plástica, que, só em 2007, movimentou US$ 18,7 bilhões.

    Apresentadas como "totalmente degradáveis" pelos fabricantes, as sacolas oxibiodegradáveis, por exemplo, dividem opiniões sobre as possíveis consequências de seu descarte. Feitas com a mesma matéria-prima das plásticas, elas recebem um aditivo pró-oxidante com sais metálicos, que acelera a degradação. Segundo a RES Brasil, distribuidora de um dos aditivos (o d2w) no País, a degradação ocorre em 18 meses. Há especialistas que contestam o benefício, alegando que os aditivos também poluem. "A realidade é que as sacolas plásticas quase nunca são recicladas devido ao seu baixo valor agregado", afirma o presidente da RES Brasil, Eduardo Van Roost.

    Representante da cadeia produtiva do setor plástico, a Plastivida critica o uso dos oxibiodegradáveis. "Mesmo os biodegradáveis precisam ser coletados e ter condições adequadas para se decompor", diz o presidente da entidade, Francisco de Assis Esmeraldo, que defende a reciclagem. "Um quilo de plástico equivale a um litro de diesel. Esse potencial não deveria ser desperdiçado."

    Em estudo publicado no mês passado na revista Polymer Engineering and Science, o professor Guilhermino Fechine, do Departamento de Engenharia de Materiais da Universidade Mackenzie, contesta a tese de degradação completa dos plásticos com aditivo. Ele comparou amostras de polipropileno, uma delas com pró-oxidante, com o plástico biodegradável. As amostras foram submetidas à radiação ultravioleta por 480 horas e, depois, enterradas no solo por 56 dias. Segundo Fechine, o oxibiodegradável se fragmentou, mas não totalmente. Em contrapartida, o engenheiro químico Telmo Ojeda testou os oxibiodegradáveis e obteve resultado favorável ao material. Ojeda usou critérios diferentes dos de Fechine, inclusive com exposição natural do produto por 12 meses. Para a especialista Lucia Mei, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o tema requer mais pesquisa. "Recomendaria mais estudos para termos estatísticas sobre sua decomposição final na natureza."

    Produzidas com derivados do amido ou da cana-de-açúcar, as sacolas biodegradáveis demoram, em média, um ano para se decompor totalmente na natureza, mas ainda não são fabricadas em escala comercial no Brasil. "As propriedades mecânicas desses polímeros e o custo dificultam a produção do plástico filme, usado para fazer esse tipo de sacola", diz o professor Antônio Aprígio, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos.

    Outra opção verde é o polietileno à base de cana, já produzido no País. Ele não é biodegradável e também custa mais caro, mas sua fonte é renovável. O diretor do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, Helio Mattar, considera as sacolas retornáveis - de pano ou plástico mais resistente - como a melhor solução para substituir as de plástico. "Com sacolas duráveis, o consumidor contribui para diminuir o lixo e evita que se gaste energia e recursos naturais na produção de sacolas descartáveis", diz.

    O brasileiro consome cerca de 66 sacolas plásticas por mês. Nessa estatística entram pessoas como a motorista Antônia Emydio de Souza, que saiu de um supermercado da zona oeste de São Paulo com o carrinho cheio de sacolinhas. "Foi o que me ofereceram. Sou contra essa embalagem, mas temos esse comodismo." O funcionário público Jair Martins, que fez compras no mesmo local, utilizou sacolas de papelão. "É a primeira vez que me oferecem essas sacolas. O ideal é que fossem oferecidas sempre, mas certamente isso se refletiria no preço."

    18 bilhões
    de sacolas plásticas foram produzidas no Brasil em 2007

    66 por mês
    é a média de consumo do brasileiro desse tipo de sacola

    500 anos
    é o tempo médio previsto para a decomposição de uma sacola plástica

    Vale lembrar que desde o ano passado, o Instituto Ambiental Vidágua desenvolve em parceria com os Supermercados Confiança de Bauru, a Campanha "A Natureza Confia em Você", na tentativa de minimizar o consumo de sacolas plásticas e conscientizar os cidadãos sobre a importância de atitudes mais comprometidas com o meio ambiente. São vendidas nos supermercados da rede sacola de material permanente para substituir o uso de sacolinhas plásticas.
    Parte da renda obtida com a venda do produto está sendo revertida para os projetos de educação ambiental e reflorestamento realizados pelo Vidágua.

    Com: O Estado de S. Paulo

    Vidagua